Há 99 anos ...
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... em 21 de agosto de 1910, após longos dias no mar, o navio Aragon aportava na cais do RJ, trazendo o que era provavelmente o mais famoso time amador inglês. O Fluminense, patrocinador de sua vinda, hospedou o elenco no hotel Metrópole, que ficava na Laranjeiras, reduto tricolor.
Os jogadores do Corinthians FC eram homens de situação confortável, e vários já teriam jogado pelas tradicionais universidades de Oxford e Cambridge.
Em 24 de agosto, após dias de repouso, houve o primeiro jogo nas Laranjeiras, que acabou com uma histórica goleada bretã sobre o clube anfitrião: 10 a 1. No dia 26, contra um selecionado do RJ, 8 a 1 para os ingleses. E, dois dias mais tarde, na despedida contra um combinado de estrangeiros que jogavam do Brasil, 5 a 2.
Assim, o Corinthians FC fez jus ao cartaz e viajou para SP, onde se hospedou no Majestic. Viera a convite da Liga Paulista de Football, impressionada com as notícias que, mesmo naqueles tempos de comunicação precária, lhe chegavam do Rio a respeito daqueles magníficos amadores. Na capital paulista, os reclames de jornais e cartazes e a notícia dos resultados obtidos no Rio despertaram a atenção até dos mais humildes. Em 31 de agosto, os rapazes do Bom Retiro não tiveram dúvidas e foram ao Velódromo, para o primeiro jogo do time inglês em SP, contra a AA das Palmeiras (que não tem nenhuma relação com o Palestra). Resultado magro: apenas 2 a 0 para o Corinthians FC. Mas a vitória e o espetáculo convenceram os jovens entusiastas da necessidade de formar um time de bairro.
Em 1° de setembro, reuniram-se novamente, como faziam desde junho, mas sem chegar a um consenso sobre o nome ideal do time que pretendiam formar. Até que, empolgados, falaram em Corinthians...
E, então, em 1° de setembro formou-se oficialmente o time que viria a ser o maior e melhor do futebol brasileiro, o time que carrega consigo a maior torcida e a mais enlouquecida, o time que levanta de suas derrotas e dá reviravoltas, o time que orgulha só pelo fato de existir, o time que fez, faz e fará muitas histórias, o time que criou ídolos, o time da chance e da oportunidade, o time que não tem desigualdade, o time do povo e da nobreza, o time da surpresa, time esse que até o último segundo impressiona, o Sport Clube Corinthinas Paulista.
O meu time de hoje, de ontem e de amanhã. O meu time enterno, não só meu como também de uma nação, a nação corinthiana. Porque quem é corinthiano sabe que:






